3 dicas para escolher corretamente o óleo hidráulico

As máquinas hidráulicas necessitam de inúmeros cuidados para o seu correto funcionamento, entre eles a escolha do fluido hidráulico.

O funcionamento adequado do sistema hidráulico de um equipamento é primordial para manter seu bom desempenho, uma vez que, ele responde por funções essenciais para o êxito da operação, como o deslocamento, carregamento do material e a escavação do solo. Entre eles, está a escolha adequada do óleo hidráulico, que é essencial para garantir a lubrificação, aumentar a vida útil das bombas, válvulas, cilindros e componentes da máquina, evitando assim futuros prejuízos financeiros.

Apesar do seu principal papel ser a transmissão de energia, as funções do óleo hidráulico dentro de um sistema hidráulico vão muito além disso. Ele também desempenha funções como lubrificar as peças, prevenindo atritos que a médio prazo podem danificar as máquinas, vedar as entradas e saídas de ar, permitindo uma melhor performance, além de preencher as folgas entre os componentes.

Os fluidos hidráulicos podem ser de base mineral (HLP) ou de base sintética biodegradável (HEES). Embora esses fluidos biodegradáveis tenham propriedades menos nocivas ao ambiente, atender a NR-15 e terem melhores características técnicas, seu uso ainda é restrito pelo elevado custo do produto. Com isso, ainda é mais comum encontrar óleos minerais com alto grau de refino no mercado.

A escolha do melhor fluido hidráulico vai depender do tipo de sistema adotado – sistema de potência ou de transporte. Por isso, separamos três dicas para você escolher o melhor óleo para a atividade da sua máquina.

1 – Observe se os requisitos são atendidos pelo fluído

A primeira informação que deve ser observada é o objetivo de uso, ou seja, qual a finalidade da máquina em questão. Isso porque o fluido terá propriedades diferentes de acordo com a finalidade produtiva. Isso significa que, um óleo hidráulico de um trator agrícola tem características diferentes das máquinas utilizadas em automação industrial, por exemplo.

2 – Verifique a viscosidade

A viscosidade é a resistência de um óleo ao escoamento. É a principal característica a ser avaliada no momento da aquisição do fluido. Esse ponto é indispensável tanto para a lubrificação industrial quanto para os sistemas hidráulicos. Dessa forma, o que determina a viscosidade do óleo hidráulico é o tipo de bomba a ser utilizada no sistema. Além disso, esse óleo atua como um lubrificante hidráulico, minimizando assim os desgastes entre as partes internas do sistema

3 – Avalie a contaminação do fluido hidráulico

É importante verificar se existe contaminação do fluido e assegurar que se trata de um óleo novo. Isso porque, segundo levantamento, em média 75% das falhas em sistemas hidráulicos acontecem devido a presença de contaminação no fluido.

Atualmente, a norma ISO 4406 regulamenta os níveis aceitáveis de contaminação desses fluidos. Dessa forma, é necessário verificar quais são os limites aceitáveis para o tipo de óleo que você pretende adquirir, assim como a necessidade da instalação de filtros em pontos estratégicos do sistema hidráulico.

Custo x benefício

No caso de equipamentos hidráulicos, o famoso “o barato sai caro” se aplica. Falhas em sistema de grande porte como em operações de mineração, por exemplo, podem levar a prejuízos de milhões, além de aumentar as chances de acidente de trabalho. A decisão final costuma ser baseada em parâmetros técnicos e financeiros, porém sem comprometer a segurança no trabalho e nem arriscar a saúde dos equipamentos.

Portanto, o fluido hidráulico deve ser escolhido conforme o tipo de sistema onde irá operar. É indispensável, também, conhecer a finalidade produtiva. A característica físico-química mais importante de ser avaliada é a viscosidade do óleo, pois ela é determinante na capacidade lubrificante do fluido hidráulico, que tem múltiplas funções.

Os óleos devem obedecer ainda ao requerimento de normas internacionais. As principais são:

  • SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos)
  • API (Instituto Americano do Petróleo)
  • ACEA (Associação dos Construtores Europeus de Automóveis)
  • INGL (Instituto Nacional de Graxas Lubrificantes)

Manutenção

Para preservar a eficiência dos componentes hidráulicos, é fundamental que haja uma atenção periódica especial com relação a todo o sistema. A correta lubrificação é tão importante que muitas empresas incorporam a gestão de fluidos à rotina de cuidados com a frota.

Cada componente do sistema tem um período específico para manutenção. Com isso, deve-se ficar atento ao tempo correto de cada peça, para que não haja um desgaste excessivo que possa contaminar ainda mais o óleo. É importante antecipar qualquer problema que os componentes possam apresentar.

É fundamental ainda fazer a manutenção das bombas quando o equipamento diminui a velocidade hidráulica, reduzindo assim a sua produtividade. Em média, sua vida útil dura 15 mil horas e varia conforme o tipo de aplicação do equipamento, suas operações, qualidade da manutenção e o regime de trabalho.

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